A PAISAGEM ESTÁ SALVA

J B LAZZARINICaminhando em torno de lagoa existente na região onde moro, ponho-me a observar árvores, gramas, canteiros floridos, água ondulando ao sopro da brisa, cães, pássaros, mosquitos… e um majestoso céu azul aberto como um pálio protetor sobre tudo aquilo. Então falo comigo mesmo, como se fizesse uma descoberta: olhe aí no conjunto desta paisagem os quadros de Lazzarini, que sintetizam de maneira mágica todas as paisagens das Gerais! A minha impressão naquele momento era exatamente esta, pois havia acabado de ver, em seu atelier, na véspera, todas as unidades da exposição que fez no Museu Inimá, durante o primeiro semestre de 2010, as quais só posso descrever assim: não só vejo estes quadros, mas também os escuto, entro neles como se entra em bosques e chego a sentir no rosto o frescor da brisa, a quentura do sol filtrando-se entre ramas, a ouvir o coaxar de sapos e rãs, o trilar de grilos, o alegre gorjear de passarinhos e o farfalhar do vôo de solitária garça; até sinto nas mãos o macio aveludado da pele das folhas e a frescura das águas de inumeráveis lagoas como esta, em volta da qual ando, pensando este texto para publicar neste site.

As obras observadas lá no atelier e as coisas ali mostradas pela natureza entravam-me pelos sentidos e pelos sentimentos, causando a emoção de inusitado alívio. Este se deve ao fato de que, se elementos paisagísticos vinham sendo há muito tempo inseridos, de forma acanhada, esporádica e às vezes até aleatória, nas composições dos antigos egípcios, gregos, romanos e medievais; se importantes referências de paisagens foram usadas em fundos de quadros como mero plano de sustentação a temas desenvolvidos à frente, desde o quatrocentos até os últimos românticos do século XVIII; se só ganhou status de gênero artístico de criação independente em Fontainebleau, com os pintores de Barbizon do princípio do século XIX e veio sendo modificado e adaptado às exigências do Modernismo ao longo daquele século, desde o Impressionismo até os primeiros movimentos artísticos do século XX – com o advento e predomínio do Abstracionismo a partir do final da segunda década daquele século, o gênero paisagem se viu superado, como de resto todo o figurativismo.

É verdade que, paralelamente à evolução do abstrato e da vanguarda que se lhe seguiu, até à contemporaneidade, um contingente consideravelmente grande de pintores denominados acadêmicos insistiu em manter em uso a fatura dos primeiros paisagistas do século XIX, apenas aperfeiçoando lhes a técnica e a ‘visão fotográfica’. Esses pintores conseguiram, até certo ponto, fazer uma arte digna até um pouco além de meados do século XX, pois tinham a mostrar algo mais do que um simples virtuosismo técnico. Os pintores do ramo, que se lhes seguiram e persistem ainda hoje, por incrível que possa parecer, só mantiveram deles a busca da perfeição técnica e fotográfica (perfeição esta que ilude sobremaneira o público menos avisado) e, estes sim, por sua ilusão de estar fazendo arte, se encarregaram de extraviar, definitivamente, daquilo que pintavam e ainda pintam, o estilo da criação – ressalvados os chamados paisagistas naïfs, que fazem uma arte espontânea e criativa, sem ter relação com época nenhuma.

A paisagem estava morta. Viva a paisagem! podemos hoje exclamar, em vendo esta cativante série de pinturas de JB Lazzarini. A paisagem está salva! Até que enfim temos uma nova maneira de se criar paisagem num suporte pictórico, uma paisagem completamente inaudita e diferente de tudo quanto, ao longo de vários séculos, os artistas vieram explorando à exaustão, a ponto de se acreditar que o gênero estava esgotado. Isto para o crítico é alívio; para o público, regozijo.

Afinal, JB nos emociona agora com paisagens em tudo renovadas, passando-nos essa imagem de renovação em pinturas incrivelmente assépticas em suas cores pelo próprio artista preparadas a partir de pigmentos escolhidos, passadas sobre campos chamados geometrizados em tonalidades diferentes e originais, em cujos intermezzos inventa uma surpreendente simbologia referencial, na qual encontramos o renascimento da paisagem. É por intermédio desta simbologia que logra humanizar alguns movimentos ligados ao geometrismo, nos quais nosso pintor planta as suas raízes, tais como o Abstracionismo Geométrico, o Virtualismo Pictórico, a Op-Art principalmente e outros posteriores, cuja humanização também nos surpreende, dada a sua amplitude.

A paisagem está salva!!!

CURIOSIDADES SOBRE LEONARDO DA VINCI

Leonardo da Vinci foi um alienígena gênio que vivem entre abril de 1495 e maio de 1519, de nacionalidade italiana.

Era um verdadeiro polímata, tendo atuado como botânico, pintos, escultor, físico, arquiteto, engenheiro, fisiólogo, químico, geólogo, cartógrafo, matemático, mecânico, inventor, anatomista, escritor, poeta e músico. Sobrenaturalmente genial.

Vasari, o descreveu da seguinte forma: “no decurso normal dos tempos nascem muitos homens e mulheres possuidores de talentos características notáveis; mas ocasionalmente, de uma forma especial que transcende o natural, uma única pessoa é maravilhosamente dotada pelos céus com beleza, graça e talento em tanta abundância que deixa os outros homens muito para trás… todos reconhecem que esta é a verdade acerca de Leonardo da Vinci, um artista de beleza física invulgar que se comporta com infinita elegância em tudo o que faz e que cultiva o seu génio tão brilhantemente que todos os problemas que estudou foram resolvidos com simplicidade. Possuía grande força e destreza; foi um homem de esplêndido espírito e com uma tremenda inteligência…”.

O retrato mais popular, autorretrato, aceito como sendo de Leonardo da Vinci está reproduzido abaixo. Cabelos longos, mas já rareando (naquele tampo não havia nenhum tratamento para calvície) e barba longa. Leonardo viveu 67 anos e este retrato mostra uma pessoa que aparenta ter idade superior a esta, o que leva alguns estudiosos a afirmarem que não é dele e outro a defenderem que ele envelheceu o autorretrato de propósito.

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Algumas curiosidades sobre Leonardo da Vinci

  • Aprendeu a tocar lira ainda na infância. Criou uma lira com forma de cabeça de cavalo, feita quase inteiramente em prata.
  • Sentia grande amor pela natureza e animais, de tal forma que tornou-se vegetariano e em ocasiões comprava pássaro somente para os soltar das gaiolas.
  • Era canhoto e, por isso, escrevia em modo espelho lhe era mais fácil; por causa disso, foi falsamente acusado de tentar ocultar seu trabalho.
  • Alguns antropólogos italianos dizem ter conseguido reconstruir a impressão digital do dedo indicador de Da Vinci. Isso oferece a possibilidade de se descobrir muitas outras coisas sobre o grande gênio.

A humanidade deve muito a esse gênio que resolveu visitar a terra e deixar aqui grandes obras em diversas áreas do conhecimento humano, ajudando a avançar a humanidade nas respectivas áreas em que atuou, com um enorme legado; destaque para a obra Monalisa que hoje seria o quadro mais caro do mundo se estivesse à venda.

OS 10 QUADROS MAIS CAROS DO MUNDO

Para aqueles que não entendem de arte um quadro que vale milhões de dólares pode parecer apenas um rabisco ou uma tela borrada. O valor da arte é difícil de calcular, até mesmo para especialistas que precisam levar em conta a data da obra, características do pintor, contexto histórico e muitos outros fatos para precifica-la.

Interessante que já ouvi pessoas falando que os grandes pintores só fazem sucesso depois de mortos. Faz algum sentido; se estudarmos um pouco veremos que essa premissa é verdadeira para a maioria dos artistas, com Vang Gogh que passava fome e teve quadros usados como porta de galinheiro enquanto expressava sua arte.

Por outro lado, a história também mostras grandes artistas que conheceram fama e glória ainda em vida, como Leonardo da Vinci, Salvador Dali e Michelangelo.

Reunimos aqui uma lista dos 10 quadros mais caros da história, com base no valor pelo qual foram adquiridos doa última vez. Aprecie sem moderação!

10 –  Salvator Mundi

Artista: Leonardo da Vinci

Data da obra: 1490-1519

Valor da venda: US$ 127,5 milhões

Data da venda: Maio 2013

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9 – Portrait of Adele Bloch-Bauer I

Artista: Gustav Klimt

Data da obra: 1907

Valor da Venda: US$ 135 milhões

Data da venda: Junho 2006

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8 – Woman III

Artista: Willem de Kooning

Data da obra: 1953

Valor da Venda: US$ 137,5 milhões

Data da venda: Novembro 2006

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7 – No. 5

Artista: Jackson Pollock

Data da obra: 1948

Valor da venda: US$ 140 milhões

Data da venda: Novembro 2006quadros-mais-caros-7

 

6 – Nu Couché

Artista: Amedeo Modigliani

Data da obra: 1917

Valor da venda: US$ 170,4 milhões

Data da venda: Novembro 2015

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5 – Les Femmes d’Alger

Artista: Pablo Picasso

Data da obra: 1955

Valor da obra: US$ 179,4 milhões

Data da venda: Maio 2015

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4 – Pendant portraits

Artista: Rembrandt

Data da obra: 1634

Valor da obra: US$ 180 milhões

Data da venda: Setembro 2015

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3 – No. 6

Artista: Mark Rothko

Data da obra: 1951

Valor da obra: US$ 186 milhões

Data da venda: Agosto 2014

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2 – The Card Players

Artista: Paul Cézanne

Data da obra: 1892

Valor da obra: US$ 259 milhões

Data da venda: Abril 2011

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1 – Nafea Faa Ipoipo

Artista: Paul Gauguin

Data da obra: 1892

Valor da obra: US$ 300 milhões

Data da venda: Fevereiro 2015

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Talvez você esteja se perguntando: “E a Monalisa do Leanardo da Vinci?” A pergunta faz sentido. Ele está no museu do Louvre em Paris e não pode ser vendido, mas especialista avaliam que se fosse vendido, o preço seria uma bagatela de US$ 2,5 bilhões.

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