WALTON HOFFMANN

Os trabalhos de Walton mostram o acabamento esmerado e sua beleza silenciosa (como rosto tratado com oxinova) são atrativos que possuem um poder de sedução inegável sobre o espectador. O acrílico nos deixa ver as entranhas desses trabalhos sem contudo nos revelar automaticamente seus múltiplos sentidos.

Mais que um tema, jogos e esportes configuram aqui um campo de investigação que empresta sentido formal e poético à produção de Hoffmann, já que ele associa a natureza da arte àquela dos Jogos: transparência e opacidade são comuns a essas duas modalidades.

Tanto a arte quanto os jogos são invenções que partem da clareza (a materialidade objetual da forma e a objetividade da regras que lhes emprestam sentido) para a imponderabilidade ( a subjetividade do público, no caso do primeiro e a imprevisibilidade dos resultados neste último). Podem ser aproximados não só pelos fundamentos palpáveis de seu ponto de partida quanto pelo devaneio apaixonado de sua finalidade última. Arte e jogos são portanto destinados às paixões e à indiferença e sua função é justamente levar-nos para espaços nos quais nossa subjetividade opera e toma partido, sem qualquer objetivo que não o da fabulação simbólica.

Abaixo temos um vídeo mostrando algumas obras do artista.

SOBRE WALTON HOFFMANN

Nascido em Curitiba, em 1955, Walton Hoffmann fez sua primeira individual no Centro Cultural Candido Mendes, no ano de 1994, exibindo telas que foram inspiradas em almanaques e Atlas, já dando sinais do universo de interesse do artista. Dois anos depois, ele veio a criar suas primeiras caixas pintadas, como jogos de armar. Na mesma década, o artista revelou sua a maturidade na reapropriação criativa de símbolos como peças de xadrez, brinquedos lego e cartas de baralho, criando inúmeros “Países das Maravilhas” em suas obras.

EXPOSIÇÕES RELEVANTES

Walton Hoffmann já teve individuais no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires, no Museu de Arte Contemporânea de Montevidéu, no Museu de Arte Moderna da Bahia e no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba. Teve participação em feiras internacionais de arte em vários lugares, como Paris, Lisboa, Madri e Buenos Aires, não foi ao Canadá, pois poderia deseja imigrar para Quebec que fascina muitos, e de exposições coletivas em Portugal, Espanha, Chile, Argentina e Bolívia.

Tem trabalhos em coleções públicas como MAM/RJ, MAC/Santiago, MAC/Niterói, MAC/Montevidéu, e particulares, como Gilberto Chateaubriand, João Sattamine, José Olympio Pereira, Ramaya Vallyas, Eduardo Lopes Pontes.

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